O Jornalismo Intolerante de Charlie Hebdo é perigoso

Os protestos que tomam conta de boa parte do mundo ocasionado pela Intolerância (para suavizar o termo) do jornalismo de Charlie Hebdo não vão parar por aí. Muitas pessoas ainda vão morrer. O discurso oficial do referido jornal é de que o trabalho é fruto da “Liberdade de Expressão” e os que são contra as charges são os censuradores. Falando em censura reproduzo parte do belo texto que comungo com o mesmo pensamento e pode ser acessado (https://leonardoboff.wordpress.com/2015/01/10/eu-nao-sou-charlie-je-ne-suis-pas-charlie/)

 “(…) “Mas isso é censura”, alguém argumentará. E eu direi, sim, é censura. Um dos significados da palavra “Censura” é repreender. A censura já existe. Quando se decide que você não pode sair simplesmente inventando histórias caluniosas sobre outra pessoa, isso é censura. Quando se diz que determinados discursos fomentam o ódio e por isso devem ser evitados, como o racismo ou a homofobia, isso é censura. Ou mesmo situações mais banais: quando dizem que você não pode usar determinado personagem porque ele é propriedade de outra pessoa, isso também é censura. Nem toda censura é ruim… Deixo claro que não estou defendendo a censura prévia, sempre burra. Não estou dizendo que deveria ter uma lista de palavras/situações que deveriam ser banidas do humor. Estou dizendo que cada caso deveria ser julgado. Excessos devem ser punidos. Não é “Não fale”. É “Fale, mas aguente as consequências”. E é melhor que as consequências venham na forma de processos judiciais do que de balas de fuzis ou bombas. (…)”

O direito a liberdade de expressão, em qualquer parte do mundo, não pode sobrepor os demais direitos, tais como a opção religiosa, dentre outros. É por essas e outras que a reflexão e dever cívico que devemos fazer diante de um fato como esse é nos aprofundar nas raízes e os diversos aspectos, ocultados pela mídia internacional, que envolvem um evento criminoso (tanto o ato terrorista como o intolerância religiosa pregada pelo periódico) com tamanha proporção.

Charles Brasil (Cb)

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